quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Algures aonde haver silêncio

As tempestades, oriundas faíscas estridentes, chamas ofuscadas
Pela velocidade dos sonos adormecidos em lobos, garras e gemidos
De prazer durante o frio, brisas, antíteses aonde a índole carnívora
Alimenta  a democracia dos cactos e do individualismo inconsciente, saltos
De dunas efêmeras, muros cicatrizados pelas armaduras do egoísmo
Inconsciente, pétalas de uma flor de vidro; murmúrios, silêncios,
A dialética dos córregos dos rios, os mares todos um só oceano,
Onde todos mergulhados, no éter desta crosta terrestre, negamos os
Cactos e construímos o sentido da vida, adversa, na reação da morte,
Ocasionalmente a morte faz-se vida, não: apenas tempestade, apenas
Vento, apenas o ruído magnético dos desertos em busca de oásis, ser
Tudo, ser nada, ser os vestígios das fadas, ser a atmosfera das crateras
Indefinidas, o ar imortal das plantas, redes e cascatas aonde em algures
                                                                  (Qualquer lugar) céus descem
Os espectros amanhecidos nas cinzas das horas dilatadas no
Relógio incoerente de olhos incandescentes e ocasionalmente
Petrificados alma adentro pela gênese dos silêncios aonde o
Imaginamos dentre raízes que nos fazem atraídos pela gravidade eterna
De céus inconstantes, muitas vezes o espaço dentre as chamas dos
Cílios estendem espelhos na reação as tragédias na síntese épica
Aonde em nós vivem tempestades , dilatados pela dinamite
A cicatrizar-se dentre a erupção das rochas diafragmáticas

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A esplêndida visão incandescente mergulhada no oceano dos
Meus olhos sepultados pelos rastros em trilhas, naufrágios, velas
Dentre os navios cicatrizando rios em torno de marés viáveis nos
Planaltos donde as cascatas amanhecem em auroras dilatando
A formas solidificadas das pedras intrigantes e aparentes de um
Sono, tempestades castanhas e espelhos aonde luas e mares
Erguem o deus Júpiter nos xadrez da realidade das raízes de
Zeus amanhecidas no purgatório do silêncio em efeitos donde
A ação de cavalos, correndo na ânsias e a fome oculta na
Metamorfose das terras banhadas pelo verde aglomerado em
Bolas de cristal, sonhos intrínsecos, arco-íris, as nuvens impressas
No acúmulo de meu metabolismo em rainhas na febre dos trovões,
A eletricidade desvendando-se na erupção de minhas paixões,
As nascentes, fontes no orvalho, orvalho que é juventude eterna
Sobre a ferida, céus descem verdejantes, minhas asas cruzam os
Desertos, sugam todos os Oásis, dedos de Cronos, águias, urubus,
Espadas e as chamas ardentes em velas abertas aos cílios, Aires,

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Desvendar-se, luz adentro

Quisera a paixão dentre as cascatas incandescentes e agrestes o tempero
Das rochas, dimensões últimas da seca, dos currais e arames aonde
A alma da caatinga espera desde da consciência as raízes mais
Ocultas do sono,  a sede verdejante do acúmulo azul das nuvens,
As azuladas superfícies das camadas de cebola, aparência de profundos
Mergulhos salgados, dentre ombros cicatrizados em aço, erguem-se

Gigantes de olhos uni-laterais, olhos de prata, mortos na seca acreditam-se
Verdes; mas o vácuo, o fértil aglomerado pelo silêncio, tropicalismo eterno,
Renasce em cada aurora aonde o expoente é o sol e assim move-se
O mundo, aonde crianças-adultas sepultam a sombra com a luz da fé,
Capaz de mover as mais amplas montanhas, castanhos, azuis ou verdes,
Esses olhos são a alma do mundo, a primavera, o outono, o verão, são
Todos um só, a coragem é a cor da unidade, todos os olhos um só
Verão, um só verão, uma só vida, que é mistério desvendado luz adentro
Dentre inimigos iluminados ao tempero inconstante de névoas
Afiadas, agudas e viáveis ao pastar dos caninos figurados pelo faro
Agressivo do vinho e mármore de lâminas aonde paixões
Enveredam nas cinzas do tempo sobre terras, solos dissipados
Por céus e relvas dentre uma primavera envolta pelo sono de
Tempestades de gelo, cascatas do azul petrificado, minha pele
E as suas dimensões últimas dentre redes de Zeus e o xadrez
Ardente no purgatório aonde o cemitério de uma vida cada
Vez mais viva pasta sobre verdes fontes, mas quisera por mim
Mas que o mundo pela superfície de seus continentes e de seus
Mares violentos o profundo impacto das maças em dimensões
Últimas da procura aparentemente irreversível aonde os céus
Nada mais eram que o reflexo do espelho de minh'alma nos
Rios de fogo e mistério aonde três quartos do que sou afogavam-se
Nas cachoeiras, jardins do Éden aonde o meu sonhar era madrugada,
A madrugada já era dia, aurora e o fruto do meu amor fez-se ferida,
Cicatrizada aos poucos, entretanto só assim, apenas dentre prisões
E ferros armados pelo aço, pude crescer e ir além de um aparente
Firmamento aonde maremotos azulados pela pela prata, pois ao
Meio de nossos inimigos e paixões, desiludidos, vemos a face
Última do que permanece eterno, desvendamos na poeira dos
Desertos o sabor inegável das trilhas e leitos aonde desciam
Os céus naqueles oasis penetráveis da vida, aonde sempre buscamos
Na imensidão dos porões de nossa consciência a imensidão das
Estrelas eternas e com a fé montanhosa e vedejante em faíscas
Sublimes deparamos face a face com o gosto do sentido da vida
Da visa que mantém-se viva, amigos de nós mesmos, amantes da
Últimas dimensões, céus de causas e efeitos sobre bosques ouvindo
A voz dos deuses a preencher todo o vácuo do sono, só assim percebi
A relva fazer-se luz em meu olhar e as auroras despertarem no canto
Dos pássaros viáveis em minha própria música, assim minha sombra
Foi penetrada a luz e o silêncio fez-se orquestra e na aurora do mesmo
Sol que sempre renasce, renasci brilhando e sentindo este sol na
Harmonia mágica, sutil, dos espelhos dos meus olhos como centros do mundo

domingo, 28 de novembro de 2010

Parábolas, Ventos do Desvendar-se

O cemitério das parábolas ardentes em oceânicas realidades ora fantasias
Adentro ondas, lobos ardentes em caninos a fraturarem os pescoços
Do rebanho de ovelhas no fado dos crepúsculos, interlúdio do teatro de sóis
Remanescentes nos teus olhos ignorados por sombras não fertilizantes
No dilúvio das crateras da lua amanhecidas no eclipse cíclico de meu ser
Há renascer das cinzas na gênese da dimensão última a eclodir os
Gigantes embaixo a pele aonde a gravidade de tornar-se filho de deus
Há transcender as rédeas e estribilhos da conquista do mundo em paixões;
Inconscientes túmulos rarefeitos no congestionamento das mentes
Impactantes no sintoma do verde latente há fazer-se refluxo dos
Espelhos dos sofrimento às artérias enquanto síntese de ventres
No diafragma de almas em rastros de vidros à firmamentos azuis
Dilatadas pela brisa inconstante do fogo adentro maresia das horas
Há evaporarem-se na dinâmica do corpo lânguido expresso metamorfose
Dentre rios efêmeros à céus viáveis no viaduto do teu sono, o asfalto
Grisalho sobre cabelos intrigantes nas raízes dos teus sonhos na
Correnteza dos mares, sal, fábula de cavalos dentre limites de sobrevivência
Em aspectos circunstancias em maremotos aonde relógios biológicos
Sobre cronômetros da Vida Viva mergulhados no mercúrio oceânico,
Perplexidade, meditação do caos impressa no devir aonde redes de Vênus
Excedem limites de aglomeração das flechas de Marte, ferida suavizada
Pela luz sobre relvas e frutos, semente, gênese, oração dos ventos
Expandidos pela sede do universo em mim

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cascatas, ondas impressas, olhares

As cascatas impressas no azul da metamorfose das pedras lascadas,
Sementes efêmeras a primavera de aranhas no amanhecer de auroras
Na ferida de rochas em luz sobre espelhos do devir a eclodir as chamas
Na dinamite destes vulcões face a face, superfícies densas e ingrimes
Moldadas em teias flexíveis a eletricidade de metas viáveis aos
Destinos emblemáticos pelo veludo das cinzas em rios aonde as
Lâminas da realidade chocam-se madrugada adentro com o purgatório
Sensível dos espinhos de salgadas peles latentes em ponteiros
Que palpitam a morte nas larvas intrigantes céus estrelares no
Crepúsculo de esperanças a cicatrizarem-se em terras a emergirem
O verde nas nuvens do firmamento impressas na minha consciência,
Sentimento da odisseia de asas debruçadas em telhas vermelhas
Ardentes correntezas do sangue nas montanhas sepultadas pela
Ferida a amadurecer-se na chuva dos tentáculos, teia efêmera,
Paixão inconstante nos túmulos donde monstros e ciclopes
Acorrentados pelas redes de Zeus em diafragmas de peixes e
Barbatanas acumuladas às sedes no fado de arcanjos aos hemisférios
Desérticos e antárticos no dilúvio de cavalos na arvore há distâncias
Cêntricas no Sol, cavalgadas, gritos e sussurros, rédeas amputas,
Reis e damas no curinga de horas mortas, a dinâmica de maremotos
Sobre os olhares e dramas de relacionamentos estancados em relâmpagos
Aonde o alicerce faz-se elétrico nas dunas aonde concentram-se crônicas
De amadurecimentos, o purgatório de estar-se vivo, Vida Viva e sementes
Aonde almas bravias sobre ventos bucólicos amanhecendo vez em vez
Em tempestades , renascem em paradisíacas gramíneas aonde os sonos fluem em
Sonhos acordados, cascatas inconstantes, mármore sobre vivências, deus e firmamentos
Sobre terremotos e congestionamentos nas veredas aonde verdes olhares amanhecem gênese de cosmos