O espelho profundo, rio caudal da memória eterna, tempo de
Engrenagens e de um espaço curvo nos corpos físicos entre
Raios de luz cruzando a massa densa do sonho metafísico
Onde o não-ser se ilumina na imaginação e conceito do sentir
E pensar. O amor é uma metamorfose entre o manancial, a
Queda d’água, o fogo, ar e terra, se faz qual celeiro de um
Rebanho de cordeiros nervosos no abate do ódio que morre para
Renascer nas guerras existencialistas do poder suprimido em
Nome do bem. As horas, ponteiros, pegadas, círculos, destinos
E a matéria-prima do mundo das formas, os antigos pergaminhos
De geometrias também trazem os segredos da álgebra não-linear.
O eu atravessa a ponte, o descer do deus traz a escadaria.
O sono é mortal, o sonho fatal e a morte dilacera a vida como
Flor da existência. Espírito, alma, corpo, theocronologia do
Cotidiano, sexo aliado em fluxo primitivo, civilização animal,
Eros retrógrado, força dilacerada, percepção do sublime,
Contemplação temporária. A vida exprime-se divina,
Decodificar os estágios em axiomas e demonstrações.
Tudo passa, humanoides ardem e se tornam flexíveis.
Servos de um Deus, aprendem a ser a meta do que são.
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