De um oceano entre gasosas dimensões púrpuras qual a densidade
Da esclerótica de um nobre feudal entre crises em tempo irregular
E cosmopolita. Traduzo minha linguagem em superfícies de cimento
E tijolo, detalhes escondidos em uma língua de software entre raios,
Algarismos e noites onde tempestades não tocam apenas as velas
Das caravelas de fantasmas, mas os labirintos onde anciãos e crianças
Jogam xadrez enquanto Peter Pan, Capitão Gancho, Wendy e
Sininho ficam quais crianças que não envelhecem, piratas irreverentes,
Meninas devotas e fadas passionais enquanto Alice com uma poção nada
Entre as lágrimas de quando estava gigante. Vida, doce vida, dentre
Fotografias em preto e branco de antigos jornais impressos, as notícias
De divórcio, solteiros garanhões da alta sociedade na Europa Central,
E intelectuais lançando livros de pesquisa extensa trazem ao escrutínio
As cavernas onde a solidão devora a ânsia animal do sucesso predador.
Um eco de Kant no criticismo da mente a si mesma, subjetividade e
Encanto no celibato claustrofóbico do jovem adulto que sente a agonia
Traduzida em outro ambiente, no espelho. Seu rosto não tem o significado
Que sensualidade feminina pode traduzir, tem o mistério da filosofia que
É gnóstica e cabalística, esotérica e dantesca. Se ele fosse belo e
Hedonista, teria como satisfação o carma de estar só adiado, porém
Ele tem o dever de ser o que deve, espiritual mesmo sendo um primata
Pequeno em construção. Alma, espírito, ser, verdade, beiradas do tempo,
Rastros de eternidade. Deus existe, se manifesta, antítese não vence,
O bem se faz a resposta final.
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