Ora deserta, vaga sensação dos números e das almas, binômios,
Logaritmos e linguagens de programação de software. O arco-íris
Do sonho de um céu azul onde vaqueiros, astronautas, dinossauros,
Ginastas e os Deuses do antigo Olimpo saúdam o destino do homem
Estóico e paciente no paralelo ao Nirvana de Buda. Preso na cela
Do amor solitário, o homo sapiens é um adolescente de um mundo
Primitivo, vendo uma musa, qual a face esculpa de uma delicadeza
Feminina eterna, a sua vontade o faz buscar a arte, ciência, filosofia
E a afecção vai purgando aquele que caiu do Éden. Zeus, os raios e
Os amores pelas ninfas, não, não foi este curso prévio a Cristo e
Nem mesmo o é hoje, o jovem sensível não ama simplesmente pelo
Desejo, ele ama vendo na mulher a face da Virgem Mãe, a madona
Pintada por Rafael na sensibilidade intensa do mundo das formas.
Vê nela o arquétipo da maternidade, santidade e elevação de todo
Homem. Se nossos ancestrais foram agressivos com o homo de
Neandertal, se no passado entre video-games, games boy,
Impulsos e indiferença, vimos cipós, vitórias-régias e quedas na
Grama e asfalto, onde poderíamos sentir o âmago de todas as
Coisas? Cantar versos de sublime amor, para depois este mesmo
Se sepultar na fenomenologia animal da consciência? A mente
Deve criticar a si mesma, o amor romântico e o apego dilaceram,
Tais existem entre os que não controlam nem dinamizam a vida
Alheia. O bem supremo está no Deus, nos olhos da criança interna
Que sofre e enxerga o Criador, pois sem ele as guerras seguem e
Os homens morrem como vítimas do abismo do querer consumado
Sem prece.
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