terça-feira, 7 de julho de 2026

As Horas Consumadas do Sonho, O Sublime Espaço da Prece

Ora deserta, vaga sensação dos números e das almas, binômios,

Logaritmos e linguagens de programação de software. O arco-íris

Do sonho de um céu azul onde vaqueiros, astronautas, dinossauros,

Ginastas e os Deuses do antigo Olimpo saúdam o destino do homem

Estóico e paciente no paralelo ao Nirvana de Buda. Preso na cela 

Do amor solitário, o homo sapiens é um adolescente de um mundo 

Primitivo, vendo uma musa, qual a face esculpa de uma delicadeza

Feminina eterna, a sua vontade o faz buscar a arte, ciência, filosofia


E a afecção vai purgando aquele que caiu do Éden. Zeus, os raios e

Os amores pelas ninfas, não, não foi este curso prévio a Cristo e 

Nem mesmo o é hoje, o jovem sensível não ama simplesmente pelo

Desejo, ele ama vendo na mulher a face da Virgem Mãe, a madona 

Pintada por Rafael na sensibilidade intensa do mundo das formas.

Vê nela o arquétipo da maternidade, santidade e elevação de todo

Homem. Se nossos ancestrais foram agressivos com o homo de 

Neandertal, se no passado entre video-games, games boy,


Impulsos e indiferença, vimos cipós, vitórias-régias e quedas na 

Grama e asfalto, onde poderíamos sentir o âmago de todas as 

Coisas? Cantar versos de sublime amor, para depois este mesmo

Se sepultar na fenomenologia animal da consciência? A mente

Deve criticar a si mesma, o amor romântico e o apego dilaceram,

Tais existem entre os que não controlam nem dinamizam a vida

Alheia. O bem supremo está no Deus, nos olhos da criança interna

Que sofre e enxerga o Criador, pois sem ele as guerras seguem e 

Os homens morrem como vítimas do abismo do querer consumado 

                                                                                          Sem prece.

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