quinta-feira, 2 de julho de 2026

O Escaldante Desassossego do Mundo, A Infinita Intimidade dos Humildes

Os dias passam escaldantes, crateras nas luas de Júpiter, a infância

Do menino que aterrissou no útero humano, inquieto, espontâneo e 

Inconsequente. Fábricas, video-games, filmes da Disney, desenhos 

Do Cartoon Network, a grama, as flores, rosas, montes, encostas,

Cajueiros, pomares, pinheiros e salgueiros, árvores de troncos 

Grossos, nós poderíamos ser Tarzan, mas os civilizados iriam

Querer colocar quem nos adotou no zoológico. Ir para o mundo,

Ver a inveja e soberba sendo regra na vida dos fantasmas 

Famintos, uns querendo ser mais que os outros enquanto 

O sucesso é o berço da competição desenfreada. Eu era livre

No verdor da floresta, a mesma que foi substituída pelo 

Shopping Center, escolas que visavam o lucro, prêmios vazios,


Companhias de turismo que faziam olhar para fora, livros de

Teóricos que não pregavam a humildade sincera. A música 

Dos adolescentes, as paixões ardentes, a falta de delicadeza

Para aceitar a tristeza. Ver na tela Batman tentando salvar as 

Crianças, jovens e dizendo não a matar e ao mal enquanto 

O excessivamente jovem não conhece a Bíblia em uma

Sociedade confusa onde a religião se passa despercebida 

Sem espiritualidade, o ateísmo e agnosticismo fazem o 

Ser-humano mergulhar dentro de si e ver as misérias mais 

Implacáveis. Caminhar pela calçada, ver cachorros com uma

Vida de elite e crianças sujas, sem camisa pedindo dinheiro


Nas ruas de sinais fechados. Encher os bolsos de passaportes,

Smartphones, cartões de crédito, a mente de conhecimentos,

Títulos, pesquisas e se olhar no espelho e ver uma beleza 

Corrompida e vendida ao preço do pecado. Ficar solitário,

Em seu apartamento e sair para passear, ganhar o mundo.

Para que se exibir em uma coluna de jornal, perfil do Instagram?

Ter que lembrar de quantas vezes humilhou o próximo pelas

Razões mais mesquinhas, ver o corpo tremendo de tanto 

Ter vivido em uma realidade racionalista e sem Deus, primeiro

Encantado com as coisas, depois com o saber para ser 

Traído pelos próprios talentos. Por que não se recolher e 

Ajudar os ricos, a classe média destruída, os intelectuais


Que não querem mais demonstrar um poder opaco, os pobres

Negligenciados pelos corações que seguem as modas 

Capitalistas, acadêmicas sem coração enquanto a loucura

Salva a sanidade das pessoas sensíveis? Só Deus pode 

Fazer da pessoa humana alguém, sem Jesus Cristo e a 

Virgem Maria, a verdade é adiada e o homem, dilacerado.

Aqueles que escolhem o Espírito Santo, mesmo ofuscados

Pela sexualidade, tentação de domínio, vaidade, que adotam

O voto de pobreza, resistência e obediência, que se 

Arrependem dos inúmeros que ofenderam e de todo o 

Potencial de ser egoísta hoje e amanhã, que irão falhar, mas 

Não vão desistir, são estes que serão vencedores, porque

Buscarão o último lugar e não estarão atrás de aplausos e 

De rivalidades opacas. O divino é eterno, a esperança 

                                                                                Não morre. 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

O Vasto Horizonte da Eternidade em Renúncia

As folhas que trazem água envolta, as casas subterrâneas dos animais,

Coelhos em tocas, e espadas nas mãos de cavaleiros que hoje são 

Fantasmas. O olho azul do destino no inverno que abaixo do equador

Traz o xadrez das raças indígenas e negras em torno de Cronos, o Deus

Do tempo e o rio onde os castelos, cavernas, fazendas, arranha-céus,

O coliseu, partenon, casa-branca, planalto centeal, computadores e 

Smartphones se fragmentam em ansiedade, guerra, túmulos e 

Mortos que vagam como almas dentre lareiras se casas de campo,

Enquanto em redes sociais o luxo da alta-sociedade é imitado 

E no curso em que as bolsas de valores entram em crise e os ricos veem 

A loucura de olhos consumados na mentira e ardentes pela verdade.


O sono devora as entranhas, quais cavalos selvagens na noite de

Lua cheia sem estrelas. As crianças felizes rezam e sabem o valor de

Ser pobre, mesmo que não o sejam, as infelizes não sabem que o 

São, pois são vítimas do aparente sucesso de famílias focadas na 

Realidade aparente. Os macacos sensuais nos galhos grossos e 

Pesados, estamos na selva de pedra, somos frágeis e quebrados.

Mas Deus não está morto se nos arrependamos de nossa

Exorbitante miséria. Somos de carne e osso, mas podemos 


Escolher a interioridade, simplicidade e o caminho da verdade,

Que não está no luxo, orgulho intelectual, mas no Cristo que 

Nasceu na manjedoura, solicitou que não prejudicássemos os 

Inimigos e diante da falhas, rezássemos diante das faltas que 

Cometemos. Seja para proteger, o sofrimento arde e clama

Pelo espírito, se não amarmos, cairemos. Sejamos discretos,

Humildes e omissos, pois da pobreza e pureza de coração

                        Vivem todos os que ardem em prol do eterno.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

O Olhar Singelo da Alma No Destino Azul do Céu ao Mundo

Os teus olhos trazem uma poética cujo destino é a sanidade no

Inverno rigoroso da alma translúcida em paixão, dor e filosofia.

Camadas de sonho, cristais solitários em rios de sofrimento.

Formas de cones, esferas, paralelepípedos, paralelogramos,

Primas em cálices onde as vinhas ardem segredos mortais.

Para cair firme na verdade onde as fontes transbordam


Mananciais de água pura se tem de ir além das manchas da

Vaidade e medo, perdidos em um mundo gnóstico de um 

Ideal corrompido pelo poder, não poderia ser tão firme o 

Jovem cujas raízes insistem em seguir um caminho de 

Martírio e decifração do mistério do amor ante o da 

Morte, onde a virtude não é covardia, mas o ato heróico

De estar no mundo se faz a compaixão de crer em Deus 

Na resiliência de que a missão é Cristo, desde a aurora ao

                                                                            De todo dia.


Os Oráculos do Destino Solitário, A Luz da Caridade de Um Oceano de Prece

De uma ternura envolta na prata do sonho caído, dos vulcões

Passionais onde as larvas e lágrimas dilatam o espaço interior

Do sono. A guerra travada contra a dor do humano, a crença e 

Confiança de um poder soterrado no oráculo triste do destino

Deserto. Os outdoors, escolas, o cume da reputação esportiva

E o espírito competitivo onde o pranto traz a verdade destemida

Do sofrimento no bálsamo da vida no desespero da morte onde

A alma se perde nos labirintos do Instagram. As ruas de Paris, 

As gôndolas de Veneza e os arranha-céus de Nova Iorque. As 

Crianças solitárias dentre amigos e colegas passageiros, 

Aspirando serem jovens realizados no esplendor do mundo 

Material. Os pobres esquecidos enquanto brinquedos cada vez

Mais caros são os objetivos aos quais os pais são pressionados.

Depressão, ansiedade e miséria, ir ao mundo e descobrir que o


Que se alcançou não foi a pureza. Intelectuais em disputas,

Pessoas vingativas se adaptando a inveja e ausência de

Arrependimento. Os exaltados são os que almejam o status,

Os quais perseguem os outros pois não se conformam com

O excesso de seu próprio sucesso. São Francisco, a Virgem 

Maria e face da nova Madalena sendo surrada, explorada e

Caluniada enquanto Mickey Mouse e Minecraft são o cotidiano

De meninos cujas famílias trabalham e acreditam na ciência e

Conforto. Adolescentes fascinados com a própria inteligência,

Festas, sexo e consumismo e uma realidade virtual cada vez

Mais aparente, eles sofrem enquanto seus pais os pressionam

Com boas notas e sufocados se dão bem enquanto permanecem


Profundamente inseguros, demonstrando uma segurança

Tanto firme quanto aparente. O amor é sinônimo de romantismo,

Não é sacrifício nem negação de si mesmo para o outro, relegado,

A adaptação estar na síntese de uma confiança no retorno do 

Jamais vai preencher. A humildade é inconstante, a espiritualidade 

Não envolve as escrituras sagradas, prece e se faz confusa 

Dentre sombras. Se ver a face de Deus na renúncia a violência,

Na caridade omissa, na contrição pelo errado com a lição extraída,

Na contribuição para acabar com a desigualdade e fome, jamais

Serão as ofertas do sistema que preencherão, e enquanto a 

Ostentação de passeios, condições materiais e intelectuais

Forem o foco, haverá choro e ranger de dentes, senão agora,

                                                 De modo incomensurável depois.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

As Rodovias do Destino, As Asas Tecnológicas do Pranto, A Ascese do Místico

Dentre as calçadas, cachorros de raça, relógios da Apple, corredores

Com bonés e ciclistas ao lado do meio-fio, jovens e adultos com

Camisas e calças jeans, shorts de linho andam com chaves e 

Cartões de crédito. Rios e pontes, viadutos e postes, parques

Ecológicos e apartamentos em prédios de cinquenta andares.

Uma moça com uma bolsa de couro pendurada no ombro,

Vê o visor no vigésimo sétimo andar, ela está ansiosa, quase 

Em pânico, e sua mente visa chegar na residência da amiga

Para assistir no streaming um filme com fantasmas, mansões,

Bibliotecas e fazendas onde existem cabeças de cervos nas

Paredes, e fotografias, quadros de bacharéis de medicina, 

Engenharia e direito. No Instagram Nicole publica as fotos de

Veraneio, as danças modernas nas boates de Nova Iorque,

A música house e as luzes azuis, amarelas e vermelhas 

Piscando como relances de uma pintura abstrata, o Museu


De Arte Moderna, a Estátua da Liberdade antes as águas 

Calmas e o Central Park onde crianças brincam com 

Carros de controle remoto, tablets, video-games portáteis,

Adolescentes escutam através dos fones o pop, rock,

Rap e trap em piqueniques enquanto conversam sobre 

Reality Shows, séries da Netflix, hotéis em Los Angelis e 

Os novos nomes na calçada da fama. McDonalds, HBO 

E carros no dri-thru e televisões onde antigas películas 

Da Warner se dão em cores de projeção HD. Um jovem

Coleciona LPs e CDs, escuta Happiness is a Warn Gun do

Álbum Branco dos Beatles em sua vitrola enquanto 

Conversa com cueca com uma moça de lingerie, seu

Quarto tem um pôster de O Acossado, de Godard. Esta

Moça ele não conheceu no Tinder, mas em uma loja

Vintage de discos. No seu carro outro rapaz vai no cinema

Do Shopping com três amigos, todos tem companheiras,

Compram ingressos por cartão, e na tela com efeitos 


Especiais próximos da perfeição, um vampiro sai de um

Caixão dentre aquelas cadeiras vermelhas com algumas 

Pessoas consumindo pipoca. Um universitário ler

Byung-Chul Hang, os livros eram: A Agonia de Eros, 

No Enxame, Sociedade Paliativa; desiludido não quer 

Ir muito mais além do que dentro si, cansou das redes 

Sociais e não tem muita paciência para passeios em uma

Época de narcisismo e mentiras adaptativas. Uma pandemia,

As relações tóxicas dos que não conseguem ficar solteiros

Por comodismo com a realidade aparente, os computadores,

As empresas, as crises das finanças, bolsas e os fantasmas

Dos estudantes do cálculo diferencial integral, do espaço

Curvo de Einstein ante os cursos do tempo e energia, a luz,


Ou das mônadas de Leibniz, a fenomenologia de Hegel e a

Linguagem de Wittgenstein, ou das línguas germânicas,

De Shakespeare e Homero dentre os escombros das 

Guerras passionais do ser, todos estes eruditos com os

Óculos foscos, sentindo o terror de ir para o mundo das 

Formas sem a humildade dos santos. Será o destino

Implacável? Ou melhor, a fé, caridade, esperança, humildade

E amor são um alicerce sagrado onde o eterno se sobrepõe

                                                                        Ao tempo.