domingo, 15 de fevereiro de 2026

O Olhar Singelo da Alma No Destino Azul do Céu ao Mundo

Os teus olhos trazem uma poética cujo destino é a sanidade no

Inverno rigoroso da alma translúcida em paixão, dor e filosofia.

Camadas de sonho, cristais solitários em rios de sofrimento.

Formas de cones, esferas, paralelepípedos, paralelogramos,

Primas em cálices onde as vinhas ardem segredos mortais.

Para cair firme na verdade onde as fontes transbordam


Mananciais de água pura se tem de ir além das manchas da

Vaidade e medo, perdidos em um mundo gnóstico de um 

Ideal corrompido pelo poder, não poderia ser tão firme o 

Jovem cujas raízes insistem em seguir um caminho de 

Martírio e decifração do mistério do amor ante o da 

Morte, onde a virtude não é covardia, mas o ato heróico

De estar no mundo se faz a compaixão de crer em Deus 

Na resiliência de que a missão é Cristo, desde a aurora ao

                                                                            De todo dia.


Os Oráculos do Destino Solitário, A Luz da Caridade de Um Oceano de Prece

De uma ternura envolta na prata do sonho caído, dos vulcões

Passionais onde as larvas e lágrimas dilatam o espaço interior

Do sono. A guerra travada contra a dor do humano, a crença e 

Confiança de um poder soterrado no oráculo triste do destino

Deserto. Os outdoors, escolas, o cume da reputação esportiva

E o espírito competitivo onde o pranto traz a verdade destemida

Do sofrimento no bálsamo da vida no desespero da morte onde

A alma se perde nos labirintos do Instagram. As ruas de Paris, 

As gôndolas de Veneza e os arranha-céus de Nova Iorque. As 

Crianças solitárias dentre amigos e colegas passageiros, 

Aspirando serem jovens realizados no esplendor do mundo 

Material. Os pobres esquecidos enquanto brinquedos cada vez

Mais caros são os objetivos aos quais os pais são pressionados.

Depressão, ansiedade e miséria, ir ao mundo e descobrir que o


Que se alcançou não foi a pureza. Intelectuais em disputas,

Pessoas vingativas se adaptando a inveja e ausência de

Arrependimento. Os exaltados são os que almejam o status,

Os quais perseguem os outros pois não se conformam com

O excesso de seu próprio sucesso. São Francisco, a Virgem 

Maria e face da nova Madalena sendo surrada, explorada e

Caluniada enquanto Mickey Mouse e Minecraft são o cotidiano

De meninos cujas famílias trabalham e acreditam na ciência e

Conforto. Adolescentes fascinados com a própria inteligência,

Festas, sexo e consumismo e uma realidade virtual cada vez

Mais aparente, eles sofrem enquanto seus pais os pressionam

Com boas notas e sufocados se dão bem enquanto permanecem


Profundamente inseguros, demonstrando uma segurança

Tanto firme quanto aparente. O amor é sinônimo de romantismo,

Não é sacrifício nem negação de si mesmo para o outro, relegado,

A adaptação estar na síntese de uma confiança no retorno do 

Jamais vai preencher. A humildade é inconstante, a espiritualidade 

Não envolve as escrituras sagradas, prece e se faz confusa 

Dentre sombras. Se ver a face de Deus na renúncia a violência,

Na caridade omissa, na contrição pelo errado com a lição extraída,

Na contribuição para acabar com a desigualdade e fome, jamais

Serão as ofertas do sistema que preencherão, e enquanto a 

Ostentação de passeios, condições materiais e intelectuais

Forem o foco, haverá choro e ranger de dentes, senão agora,

                                                 De modo incomensurável depois.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

As Rodovias do Destino, As Asas Tecnológicas do Pranto, A Ascese do Místico

Dentre as calçadas, cachorros de raça, relógios da Apple, corredores

Com bonés e ciclistas ao lado do meio-fio, jovens e adultos com

Camisas e calças jeans, shorts de linho andam com chaves e 

Cartões de crédito. Rios e pontes, viadutos e postes, parques

Ecológicos e apartamentos em prédios de cinquenta andares.

Uma moça com uma bolsa de couro pendurada no ombro,

Vê o visor no vigésimo sétimo andar, ela está ansiosa, quase 

Em pânico, e sua mente visa chegar na residência da amiga

Para assistir no streaming um filme com fantasmas, mansões,

Bibliotecas e fazendas onde existem cabeças de cervos nas

Paredes, e fotografias, quadros de bacharéis de medicina, 

Engenharia e direito. No Instagram Nicole publica as fotos de

Veraneio, as danças modernas nas boates de Nova Iorque,

A música house e as luzes azuis, amarelas e vermelhas 

Piscando como relances de uma pintura abstrata, o Museu


De Arte Moderna, a Estátua da Liberdade antes as águas 

Calmas e o Central Park onde crianças brincam com 

Carros de controle remoto, tablets, video-games portáteis,

Adolescentes escutam através dos fones o pop, rock,

Rap e trap em piqueniques enquanto conversam sobre 

Reality Shows, séries da Netflix, hotéis em Los Angelis e 

Os novos nomes na calçada da fama. McDonalds, HBO 

E carros no dri-thru e televisões onde antigas películas 

Da Warner se dão em cores de projeção HD. Um jovem

Coleciona LPs e CDs, escuta Happiness is a Warn Gun do

Álbum Branco dos Beatles em sua vitrola enquanto 

Conversa com cueca com uma moça de lingerie, seu

Quarto tem um pôster de O Acossado, de Godard. Esta

Moça ele não conheceu no Tinder, mas em uma loja

Vintage de discos. No seu carro outro rapaz vai no cinema

Do Shopping com três amigos, todos tem companheiras,

Compram ingressos por cartão, e na tela com efeitos 


Especiais próximos da perfeição, um vampiro sai de um

Caixão dentre aquelas cadeiras vermelhas com algumas 

Pessoas consumindo pipoca. Um universitário ler

Byung-Chul Hang, os livros eram: A Agonia de Eros, 

No Enxame, Sociedade Paliativa; desiludido não quer 

Ir muito mais além do que dentro si, cansou das redes 

Sociais e não tem muita paciência para passeios em uma

Época de narcisismo e mentiras adaptativas. Uma pandemia,

As relações tóxicas dos que não conseguem ficar solteiros

Por comodismo com a realidade aparente, os computadores,

As empresas, as crises das finanças, bolsas e os fantasmas

Dos estudantes do cálculo diferencial integral, do espaço

Curvo de Einstein ante os cursos do tempo e energia, a luz,


Ou das mônadas de Leibniz, a fenomenologia de Hegel e a

Linguagem de Wittgenstein, ou das línguas germânicas,

De Shakespeare e Homero dentre os escombros das 

Guerras passionais do ser, todos estes eruditos com os

Óculos foscos, sentindo o terror de ir para o mundo das 

Formas sem a humildade dos santos. Será o destino

Implacável? Ou melhor, a fé, caridade, esperança, humildade

E amor são um alicerce sagrado onde o eterno se sobrepõe

                                                                        Ao tempo. 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

As Cascatas, Pedras, Mananciais

As cascatas, as pedras, o azul fluído da memória, trago em mim

As cinzas do destino de Eros. Cervos, navios, galerias de arte

Traduzindo celulares em pias, meninas em parque aquáticos

Sorrindo enquanto as noites de insônia há três anos vedavam 

Para sempre o que as posses e intelecto não poderiam

Comprar. Terra nutrida de mulatos, caboclos, negros, o

Pelourinho, os morros, engenhos, senzalas e os cursos de

Direito, medicina e escolas de engenharia enquanto os 

Jornais dissecavam o oiro português legado a metrópole.


Nossas percas não são simplesmente ausência, se tornam

O fado das fortunas vazias que caem, pois não foram os 

Ricos estimados em último grau pelo Redentor, mas os 

Pobres, as lágrimas salgadas dos com fartas contas 

Bancárias gemem solitárias onde paisagens forasteiras 

Não podem comprar a caridade não esquecida. Sair dentre

Aviões, cruzar a Ponte do Brooklyn e se lembrar das 

Ofensas contra o próximo, de estar em uma cobertura e 

De chorar dilacerado por priorizar os bens e o saber acima


Da pessoa humana. Pã poderia tocar sua flauta, as ovelhas

Seriam levadas pelo seu pastor, alguém cujas mãos são 

Macias e cuja Igreja é um coração sensível e terno de 

Origem e vivência provinciana, alguém que nunca usou o

Que obteve para ferir o outro. A manhã fala uma linguagem

Úmida no caos da morte rarefeita sem a presença divina,

Pois sem a possuir, somos pessoas ocas que desfilam na

                Agonia da vaidade das trajetórias que se perdem.

sábado, 20 de dezembro de 2025

A Serração Ardente da Subjetividade Dos Teus Olhos

Os castelos, arranha-céus e os vampiros urbanos, estrelas 

Esfriando e moças virgens tendo colapsos nervosos ao lado

Das ribeiras dos rios. Como as onças em busca de presas,

O ouro e as rodovias trazem consigo contas em banco e 

Solidões impactantes. O leito solitário do jovem burguês, 

Os ídolos ricos e inteligentes dentre labirintos e cinzas de

Cigarros com rastros de câncer, ou de isolamento após 

O preço do orgulho saturar a mente e o corpo em 

Neurastenia ante o eclipse da paisagem em colapso.

Meninas andam nos pastos verdes, levam consigo livros,


Revistas sobre amor platônico, existencialismo, cubismo,

Futurismo e os rapazes em suas caminhadas olham para 

Elas com o peso das crianças acorrentadas pela

Propriedade privada, dentre árvores elas aparentavam

Estar livres e a prata evoluiu para a fotografia de um 

Horizonte perdido. Tupinambás, celtas, angolanos e 

Normandos em guerra, os carros passam na frente da

Fazenda, os canaviais já estão fartos, a cana geme a 

Dor histórica. O eterno retorno e a ânsia sofredora de 


Pessoas sensíveis em ruas de Higienópolis, Manhattan

E Paris, turistas perdidos em pedras e vidraças modernas,

O bem adormece no princípio do prazer, e a febre tem a 

Cor dourada de um sonho ante o sono azul. Só Deus tem 

As respostas de um universo ermo onde o adulto redescobre

Seu paraíso na primavera da caridade delicada do início 

                             Da fonte, cujo manancial são as

                                   Luzes indivisíveis do Espírito Santo. 

domingo, 23 de novembro de 2025

Moradas Tardias de Um Rio Despercebido

Se preparar, o rio e o sangue diluído, a febre, o poder e ouro.

Árvores, gramados e crianças livres com video-games de 

Modelos novos, jogos com violência gráfica de geometria

Espacial implacável e a liberdade para falar o que dar na 

Telha. Terços e rosários inexistentes em casas, educação

Comercial, competição e pessoas medidas como coisas.

Paisagens contempladas, destinos externos, passagens 

De viagens e a interioridade relegada ao precipício. 

Pessoas humilhadas, surradas por palavras que carregam


Lâminas como facas. Sarcasmo, espírito cosmopolita, 

Qualquer mínima conquista é motivo para se considerar 

Mais que o outro, e às vezes a ilusão é grande o suficiente

Para não sofrer. O mesmo Cristo passa a ser crucificado

         Desde a aurora até depois da madrugada. Paixões 

Vazias, o aumento da natalidade e a demanda de pessoas

Se adaptando ao individualismo, consumo, exibicionismo


Digital em enxame. Os santos sentem o peso do mundo 

Ignóbil, a loucura é maior que a adaptação a uma sociedade

Vã, os desatinos que aparecem na época de relações

Líquidas permitem o auto-conhecimento em gerações de 

Fantasmas que se alegram com festas, passeios e parvoíces.

Se o divino existe ele aparece de verdade no existencialismo

Que burila a essência dos que se permitem arder para serem

                                                                                   Humanos.