Os retratos dos ancestrais, pesados, serenos e profundos. Aparentavam
Sair das fotografias, e o relógio era um homem velho que olhava o rio,
A rua, o caminho entre as árvores da província. Fratura óssea, corte
Na pele, existem gotas de sangue que excedem as trincheiras das
Guerras. Os óculos do intelectual traduzem olhos intensamente tristes,
Ternos, relógios e a vidão míope, o tempo? Reflexo do espelho invertido
Em grama, bosque, troncos longos, animais que dormem no inverno
Para caçar e encontrar predadores. O que chamamos de amor passional
É uma febre que dilacera a sanidade, fere a identidade e estabelece a
Chama da crise. O amor não faz-se mal, mas o veneno do apego é
Visceral na vontade irracional do animal que pensa em linguagem
Sintática e morfológica na comunicação alfabética das formas
Geométricas que Platão e Sócrates pegam em Pitágoras e
Desenhamos em Euclides, para figuras de contornos não lineares
No fim de um terceiro milênio. O doente é saudável, e o saudável
É doente, todo paradoxo é um mito que faz o sujeito ir além da
Caverna que não vê as formas, mas sombras. A luz se faz em Cristo,
O véu da Virgem Mãe cura, os desígnios do Criador são eternos.
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