As folhas que trazem água envolta, as casas subterrâneas dos animais,
Coelhos em tocas, e espadas nas mãos de cavaleiros que hoje são
Fantasmas. O olho azul do destino no inverno que abaixo do equador
Traz o xadrez das raças indígenas e negras em torno de Cronos, o Deus
Do tempo e o rio onde os castelos, cavernas, fazendas, arranha-céus,
O coliseu, partenon, casa-branca, planalto centeal, computadores e
Smartphones se fragmentam em ansiedade, guerra, túmulos e
Mortos que vagam como almas dentre lareiras se casas de campo,
Enquanto em redes sociais o luxo da alta-sociedade é imitado
E no curso em que as bolsas de valores entram em crise e os ricos veem
A loucura de olhos consumados na mentira e ardentes pela verdade.
O sono devora as entranhas, quais cavalos selvagens na noite de
Lua cheia sem estrelas. As crianças felizes rezam e sabem o valor de
Ser pobre, mesmo que não o sejam, as infelizes não sabem que o
São, pois são vítimas do aparente sucesso de famílias focadas na
Realidade aparente. Os macacos sensuais nos galhos grossos e
Pesados, estamos na selva de pedra, somos frágeis e quebrados.
Mas Deus não está morto se nos arrependamos de nossa
Exorbitante miséria. Somos de carne e osso, mas podemos
Escolher a interioridade, simplicidade e o caminho da verdade,
Que não está no luxo, orgulho intelectual, mas no Cristo que
Nasceu na manjedoura, solicitou que não prejudicássemos os
Inimigos e diante da falhas, rezássemos diante das faltas que
Cometemos. Seja para proteger, o sofrimento arde e clama
Pelo espírito, se não amarmos, cairemos. Sejamos discretos,
Humildes e omissos, pois da pobreza e pureza de coração
Vivem todos os que ardem em prol do eterno.
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