Eu te perdi, sozinho na estrada onde vulcões, dragões e cálices de ouro
Ocultam-se por trás da atmosfera sofisticada das mentiras de uma
Sociedade erguida por folhas murchas, anéis de rubi e infâncias de
Criaturas incompreendidas. Vejo a sensibilidade das mais ternas e tenras
Criaturas sendo ignoradas enquanto mancebos buscam pelo lucro e
O luxo no embuste político da adaptação da metafísica saturada pelo
Tempo e o espaço do primitivo. Eu queria ver-te como és, ter-te eterna
Ao que o tridimensional não permitiu. Mas a poesia não morreu, tua
Face angelical o silêncio venceu. E aos olhos do Pai Celestial, para
Mim mostra-te santa, invulnerável, imperecível e fruto do
Empíreo incorruptível!
''O homem pode fazer o que quiser, mas não pode querer o que quer'' Schopenhauer
sábado, 24 de agosto de 2019
quinta-feira, 25 de julho de 2019
VI
De museus, fortes, embarcações náuticas e dores antigas. Trago em
Mim a ferida da vaidade. Eu que muito amei como menino, te
Querendo ao meu modo. Escravo do humanismo e esquecido do
Narciso que ainda habita em mim. Preso em meu quarto, apaixonado
Narciso que ainda habita em mim. Preso em meu quarto, apaixonado
E cego em comunhão com meu orgulho. Alimento inimigos e te amo
Na escala da rivalidade. Miserável, isto eu o sou. Ó meu bom Deus,
Sem a tua misericórdia, sou o animal ou demônio, citado por Santa
Teresa D'Ávila. Ó minha Maria aos céus excelsa, não sou grande, a
Queda do filho do homem é uma marca do homem velho. Não hei de
Permitir à ele remeter-me. Quero ser teu, ó Mãe. Embora indigno, tu
Amas até à mim. Santifica os pobres de Espírito, pois só através da
Imitação do teu filho, tal como ovelha perdida, no Pastor recolhida
Encontro-me vivo pela ressurreição do Pai Criador. O único que com
Vós e as criaturas do Alto é justo e nos torna bem aventurados!
V
Na medida em que te contemplo, a memória da morte em rio dilata
A minha paixão. De reis, soldados, civis mortos e as feridas dos
Ciúmes do pecado original. O vinho, o mármore e um abril de
Três quartos de sono oculto entre florestas selvagens. Tal primitiva
Ânsia melancólica à pequenez do desejo.
Heranças de Eros e flechas de Cupido em uma primavera triste.
Jornais, dinheiro e a queda do mercador que fui. Eu, tal como o
Antigo príncipe, o caçador de cervos nos planaltos onde residia
São Francisco de Assis. Através de versos, o meu nada revelar
Posso. Sentindo-me frágil e indiferente a minha pobreza espiritual.
Seguia firme, isento de alicerce. Uma criança comum dos nove anos,
Mais um filho de uma burguesia desolada. As portas do iluminismo
E as Igrejas esquecidas, a revogação da eucaristia. A arte, a música
E a ficção de um passado. Doze anos e a ingenuidade de amizades
Relativamente felizes, o oscilar do primitivo e do espírito radiante.
A transição ao antropocentrismo filosófico, a ebriedade aos sábios
E também imperfeitos filósofos.
A queda do racionalismo. A perfeição dos teus olhos dóceis, santos e
Angelicais. A literatura e a poesia na fragilidade do meu agnosticismo.
A atração magnética de minha dimensão centrífuga abandonada ao
Acaso por responsabilidade minha. Apenas o que restou a minha
Aparente grandeza foi Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus. A humildade
Perene do que não passa. A devoção a Virgem santa e casta, Maria,
Que me faz ver, o sublime ato, o único verdadeiro: a tua beleza
Em todos os sentidos, idílio de uma santidade eterna!
A minha paixão. De reis, soldados, civis mortos e as feridas dos
Ciúmes do pecado original. O vinho, o mármore e um abril de
Três quartos de sono oculto entre florestas selvagens. Tal primitiva
Ânsia melancólica à pequenez do desejo.
Heranças de Eros e flechas de Cupido em uma primavera triste.
Jornais, dinheiro e a queda do mercador que fui. Eu, tal como o
Antigo príncipe, o caçador de cervos nos planaltos onde residia
São Francisco de Assis. Através de versos, o meu nada revelar
Posso. Sentindo-me frágil e indiferente a minha pobreza espiritual.
Seguia firme, isento de alicerce. Uma criança comum dos nove anos,
Mais um filho de uma burguesia desolada. As portas do iluminismo
E as Igrejas esquecidas, a revogação da eucaristia. A arte, a música
E a ficção de um passado. Doze anos e a ingenuidade de amizades
Relativamente felizes, o oscilar do primitivo e do espírito radiante.
A transição ao antropocentrismo filosófico, a ebriedade aos sábios
E também imperfeitos filósofos.
A queda do racionalismo. A perfeição dos teus olhos dóceis, santos e
Angelicais. A literatura e a poesia na fragilidade do meu agnosticismo.
A atração magnética de minha dimensão centrífuga abandonada ao
Acaso por responsabilidade minha. Apenas o que restou a minha
Aparente grandeza foi Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus. A humildade
Perene do que não passa. A devoção a Virgem santa e casta, Maria,
Que me faz ver, o sublime ato, o único verdadeiro: a tua beleza
Em todos os sentidos, idílio de uma santidade eterna!
IV
O que tenho em mim: castelos suntuosos da nobreza caída,
Filosofias pela cicuta assassinadas, paixões em constante
Necessidade de ressurreição e sementes de uma vida eterna.
Tudo passará como barro na lânguida superfície dos papéis
E na intrepidez da fama. Ou permanecerá no regar das preces,
Na acolhida da eucaristia e na caridade eterna e imperecível
Da santidade do Evangelho na plenitude de atitudes vivas
Que não passam!
Filosofias pela cicuta assassinadas, paixões em constante
Necessidade de ressurreição e sementes de uma vida eterna.
Tudo passará como barro na lânguida superfície dos papéis
E na intrepidez da fama. Ou permanecerá no regar das preces,
Na acolhida da eucaristia e na caridade eterna e imperecível
Da santidade do Evangelho na plenitude de atitudes vivas
Que não passam!
III
O ser arde, o intuir filosófico faz-se o alicerce do rio e do permanente.
Parmênides, vampiros, morcegos e eras explodem na sátira de Eros e
Civilização. Já não tenho por política o animal. A fenomenologia do
Espírito é real. O tempo e o espaço em Kant, relativismo ao mover do
Objeto, o observador no universo curvo de Einstein e Gauss. Por que,
Meu Deus? Teus filhos confundem o científico com a subjetividade
Interpessoal?
Não há princípio da incerteza no estado latente da Alma íntima, pois ela
É inteira. O Anima do evolucionismo sem o Deus de nosso monoteísmo
Exprime-se disformidade da inteligência. O agnosticismo morreu e todos
Somos crianças-adultas do amanhã concentrado em cada instante!
II
Em cada tom azul há pedaço deste céu. A juventudes, os rios e as vinhas.
Tive de percorrer os prados e estradas de ferro paralelas a aridez de
Algumas terras. Houveram flechas nos ecos medievais dos ares, o meu
Riso converteu-se em pranto, entretanto os teus olhos jamais deixaram de
Ser flores. Eu, imerso em sono, rompi com o Altar de meu bom Deus,
Dando um filosófico adeus à minha inocência.
Sofri guerras e chorei em crises e a tua imagem perpassou o espaço
Incolor do meu sonho. Tu és linda, e por anjo, de santidade faz-se
Instrumento. Por orgulho ferido, ocasionalmente em pranto descubro
Minha infância incompreendida pelo néctar da tua alma que excede
O padecer de todos os corpos
Por vida, por inteiro, como almejar a tua presença? Se à ela não tenho,
Por inconcebível compreendo o sonho e por graça luto pelo céu.
Por casto, tenho o que é santo. E por peregrinação tenho-te como
Livro. O tempo passa, o eterno fica. O que sofro, leva-me ao meu
Cristo. A quem ofereço-me de corpo e alma. Pois por martírio, a
Salvação alcanço. Tal como tu permaneces, independentemente
De mim, no altar indelével que te conduz ao mesmo Empíreo
Irreversível da imortalidade dos Deuses de outrora no espaço da
Tua vida: santa e imaculada aos olhos do Pai!
I
Trago em mim o fado lépido do anoitecer ante os alpes, montanhas e
Penhascos gélidos de um ocidente filosófico. A morte enquanto escopo
Metafísico da alma repele a paixão dos argonautas e a bestialidade dos
Bêbados. O Adão sepultado no homem moderno, no alvorecer infernal
E mórbido da sede progressista e de sua inveja. Dentre títulos e
Instituições laicas, a morte de Deus ecoa a ansiedade da princesa Medeia.
Os santos esquecidos, os romances e casos de utilitarismo. O óbito do
Evangelho e a arrogância decrépita nas cinzas do cadáver cremado de
Um filósofo em plena afirmação secular do humanismo gnóstico ou ateu.
O César de todo dia e do ser enquanto tal: o Apocalipse eterno!
Penhascos gélidos de um ocidente filosófico. A morte enquanto escopo
Metafísico da alma repele a paixão dos argonautas e a bestialidade dos
Bêbados. O Adão sepultado no homem moderno, no alvorecer infernal
E mórbido da sede progressista e de sua inveja. Dentre títulos e
Instituições laicas, a morte de Deus ecoa a ansiedade da princesa Medeia.
Os santos esquecidos, os romances e casos de utilitarismo. O óbito do
Evangelho e a arrogância decrépita nas cinzas do cadáver cremado de
Um filósofo em plena afirmação secular do humanismo gnóstico ou ateu.
O César de todo dia e do ser enquanto tal: o Apocalipse eterno!
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