sexta-feira, 29 de agosto de 2025

O Tempo, Os Chacais e Rios. A Eternidade, O Repouso e O Movimento

A memória dos infantes, crucifixos. Os tubarões, raios de um

Céu tempestuoso dentre névoas, o relógio de sol e a sombra do 

Destino dentre mares onde Netuno e as oceânides ardem no caos

Do verão de meu sonho. Cupido com suas flechas arma afecções 

Solitárias onde faunos e homens em desatino estão arrebatados,

Uma espécie primitiva entre cavernas e apartamentos. Nos cinemas 

E Streamings a memória de Laurel e Hardy, Chaplin, Keaton e Lloyd

Estão dentre uma linguagem complexa de onde a morte, drama e 

Paixão ardem como reflexos de uma subjetividade íntima fraturada.


O amor está sendo confundido dentre cálices de vinho, propagandas 

De voos e eclipses efusivos em redes sociais. O ciúme sexual e as

Reminiscências do intermédio da pré- e a própria adolescência, e 

A ira de uma justiça que está além da ponte que nos leva para o 

Além do que supostamente supomos ser o homem. Dentre rios,

Vitrines de lojas de tecnologia informática, música e vídeo e 


Livros contemplamos o que excede o mundo físico nas formas onde

Círculos, cubos e paralelogramos estão na geometria da linguagem 

Que excede o que poderíamos entender como o limite do Homo 

Sapiens. O devir da superfície revela a profundidade ou do martírio

Existencial dentre baratas, encurraladas e mistérios onde a ausência

Da aparente beleza explode o nada e explora o significado.

O divino está vivo, o tempo e os apegos passam, mas eternidade

                                                                                             Doura.



 

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